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Recomeços: é preciso abandonar a sorte (ou o azar) e agir



Obra: O lado bom da vida
Formato: Filme
Direção: David O. Russell
Produção: Bruce Cohen, Donna Gigliott, Jonathan Gordon
Ano: 2012
Estúdio: Mirage Enterprises, The Weinstein Company

Olá!

Que bom que você está por aqui. Vamos falar sobre recomeços e otimismos?

Eu tenho um objetivo. Irei até o fim e farei o que eu puder para alcançá-lo.

Esse era provavelmente o ideal do personagem Pat Solitano Jr. no hospital psiquiátrico em que ficou mais de 8 meses internado. O motivo? Espancou quase à morte o amante de sua esposa quando flagrados por ele após um dia comum de trabalho.





Determinado a reconquistar sua ex-esposa, Pat estaria em uma fase de se reerguer e, para tanto, adotou uma nova maneira de encarar as coisas: qual é o lado bom dessa situação? Como posso mudá-la ou, por que me acomodar diante dela? 


Pat investiu não apenas no otimismo baseado no pensamento positivo, mas em outras mudanças concretas de rotina: corria todas as manhãs, tentou sair com os amigos, leu os livros que Nikki utilizava para dar aulas - tudo para reconquistar o que havia perdido.  


O mundo vai quebrar o seu coração de 10 formas diferentes até o Domingo. Isso é garantido. Mas adivinhe? Domingo é o meu dia preferido de novo. Eu penso no que todos fizeram comigo e eu me sinto um cara muito sortudo.

Como dissemos em outro momento, a persistência não é uma habilidade inata. Algumas condições ambientais facilitam e tornam a mudança mais provável de ocorrer. Quais são?

Diz um ditado popular que “quem não vai pelo amor, vai pela dor” e há fundamentos empíricos para isso. Operações motivadoras de privação e aversividade podem tornar alguns elementos do ambiente mais “interessantes”, como já dissemos em outro momento. Assim, as mudanças comportamentais que nos permitem acessar esses itens de interesse tornam mais prováveis de ocorrer.
Um exemplo comum é a privação de alimento. A mera retirada de alimentos calóricos e pouco saudáveis pode não ser suficiente para mudar a percepção e os hábitos alimentares para o consumo de alimentos mais nutritivos.


O jejum é ótimo exemplo de como uma alteração ambiental muda, inclusive, a percepção de alguns alimentos saudáveis deixando-os até mais gostosos, como num “passe de mágicas”. Já notou que quando alguém que você gosta está ausente é comum que pense com mais frequência nas qualidades que ela tem? E se você estiver em uma situação difícil isso é ainda mais comum. 

Foi a perda de um objeto real, concreto, externo ao personagem que o “movia”, não apenas o mantra otimista de “ver o lado bom da vida”, como ele mesmo acreditava.* Foi uma situação ambiental, as decepções, as perdas, tudo isso serviu de pontapé para recomeçar.

Uma lição interessante disso é que nem sempre as situações mais difíceis são ruins e devem ser necessariamente evitadas, isso porque elas são inerentes à vida. No entanto, arranjos ambientais por meio de treinamentos podem nos ajudar a lidar com essas situações da melhor forma possível e potencializar o que temos de melhor. 

O próprio filme mostra que foi somente através da exposição a novos eventos que Pat conheceu Tiffany e então, de fato, uma nova história começou a ser escrita.




Devemos sempre olhar o lado bom da vida?

Essa é uma crença muito útil e importante (afinal nem só de espinhos se faz uma flor), mas se essa crença se tornar uma esquiva para se conformar com o que não lhe faz bem sem se sentir culpado/a, ela não funciona. 

Pat concretizou-o em ações: acordou cedo, começou a se exercitar, reviu amigos, fez leituras de acordo com seu objetivo e a partir daí se reergueu. 

Que tal mudar a si mesmo mudando justamente o cenário ao seu favor? Altere as contingências! Experimente!


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Anne Maia


Algumas outras propriedades do comportamento podem dificultar a mudança comportamental, como os esquemas de reforçamento (esquemas que facilitam a aquisição e manutenção de novos comportamentos). Falaremos melhor sobre eles em outro artigo.

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