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Inspira & Expira: Dory e eu precisamos falar sobre Resiliência!




Obra: Procurando Nemo
Formato: Filme
Ano: 2003
Direção: Andrew Stanton e Lee Unkrich
Produção: Graham Walters
Roteiro: Andrew Stanton, Bob Peterson e David Reynolds


[Tempo de Leitura: 7 minutos]

É inegável que estamos vivenciando uma fase delicada no país. Nós, terapeutas, percebemos o quão o momento tem sido difícil para pacientes, familiares, pais e amigos. É por isso que, ainda em alusão ao mês das crianças, resolvemos aprender um pouco mais com a simpática Dory. Afinal, não seria esse um filme infantil para gente grande?

Lhe convido a embarcar comigo nessa viagem!

Você sabia que esta emocionante história está entre as 10 animações mais rentáveis de todos os tempos? Há um motivo. Aliás, vários! Procurando Nemo cativa nossas crianças pelo universo colorido, envolvente e divertido dos personagens; aos adultos, emociona ao nos relembrar lemas importantes sobre a vida. O filme arrisca um efeito emocional semelhante ao clássico O Rei Leão (1994) que inspira no lema “Hakuna Matata!” e emociona com a música “Ciclo da vida” (alguns até a escutam como um mantra espiritual, diga-se de passagem). Ahhh, que nostalgia boa! 💖

Só que, entre o Rei Leão, Nemo, Marlin e outros personagens da Pixar, Dory foi a personagem fofinha escolhida com destaque neste artigo. Ela lembra até nossos queridos Timão e Pumba, só que numa versão longe do deserto e do calor africano. Que peixinha esperta! Se você notou, ela entende bastante sobre resiliência. Mas antes de comentar sobre essa personagem, por que Dory e Procurando Nemo?





Imagine um mundo onde seres marinhos e peixes vivem em sociedade idêntica a nossa. Nada exatamente como Bob Esponja mas tão divertido quanto! No fundo do mar, vivem Marlin e seu único filho, o peixinho carismático Nemo. Marlin se tornou um pai muito cuidadoso, especialmente após perder sua esposa e a ninhada.

Certo dia, sem perceber, acabou por constranger o peixinho em seu primeiro dia de aula. Nemo, magoado, o desafiou e, como um ato de provocação, nadou para fora do recife onde estavam, para um lugar em que nenhum peixe teria coragem de ir. Inesperadamente, Nemo foi capturado por dois mergulhadores e levado para muito longe para ser criado em um aquário.

O enrendo do filme vocês já devem imaginar: Marlin inicia uma incessante busca para resgatar seu filho amado. Quem o ajudará nessa empreitada?

Ernest Hemingway escreveu certa vez: Observa quem está nas trincheiras ao teu lado pois nossos aliados importam mais do que a própria guerra. Pois digo-lhe que Marlin estava bem acompanhado. Para encontrar seu filho, começou uma aventura onde conheceu Dory, um peixe Cirurgiã-Paleta comum nos recifes indo pacífico.

Dory é carismática e fiel, embora tenha um pequeno (mas não limitante) “problema”: perda de memória recente. Os detalhes dessa longa jornada? Só assistindo para descobrir! O que essa história e Dory teriam de tão especial, não tratarei em detalhes, mas gostaria de destacar algumas características da personagem que refletem um padrão de resiliência ensinado ao longo do filme. Prometo que serei breve.

Três cenas merecem destaque:




- [Dory] Quando a vida decepciona, qual é a solução?

- [Marlin] Não sei...

- [Dory cantarolando] Continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar para achar a solução, nadar!




- [Dory] Relaxa! … Inspira… Expira… agora é só a gente perguntar para alguém!

- [Marlin] Ah, legal, perguntar para quem? Pro nada?! Não tem ninguém aqui!

- [Dory] Tem que ter alguém, bobinho, a gente tá no mar, não somos os únicos aqui… vamos ver... 


Cena de resgate de Dory, no vídeo abaixo:





São diálogos simples, não é? Mas eles ensinam nossas crianças (e também a nós) a lidar com situações de conflito.

As vezes é importante parar, inspirar, expirar e olhar as possibilidades ao nosso redor. Em outros momentos, é preciso simplesmente continuar caminhando, mesmo quando o desânimo aparecer. Assim, a resiliência é seguir batalhando com otimismo e impedir que as dificuldades lhe tirem absolutamente do eixo.

Uma forma prática e compreensível de ensinar isso às crianças é auxiliando-as em situações de brincadeiras que envolvam competição; além disso, que tal assistir Procurando Nemo? Será divertido e renderá um bom ensinamento sobre tolerância à frustração!

Mas por que todo mundo deveria assistir e amar esses peixinhos?

Temos dito em outros artigos que nossos comportamentos podem ser melhor compreendidos e modificados a partir das situações em que ocorrem. Nesse caso, só conseguimos ser resilientes na medida em que enfrentamos as situações difíceis com base em modelos que nos motivam a prosseguir. Você pode ter razão em achar que existem pessoas de "espírito" ou "caráter fraco" e que, por isso, desanimam por qualquer motivo. Mas não pode negar que podemos ser muito mais fortes em um ambiente que nos estimula ao enfrentamento! Sobre isso, prometo não mais me alongar. Farei apenas algumas considerações.





Como nem sempre teremos um contexto favorável para isso, leituras de desenvolvimento pessoal, filmes e contato com novas pessoas podem nos ajudar a encontrar soluções! Muitos comportamentos, inclusive a resiliência, podem ser mantidos por regras, ou seja, por espécies de “autolembretes” que são incluídos em nossa rotina. Nem sempre essas ferramentas são úteis, afinal, cada um tem uma história particular e a situação pode ser mais complexa do que aparenta. Nesse caso, uma avaliação funcional em psicoterapia analítico-comportamental poderá auxiliar!

Além disso, envolver-se em desafios e grupos que valorizam a persistência e o esforço são essenciais para dar significado aos autolembretes e lemas de belos filmes que assistimos no dia-a-dia. Qual é o seu lema? Os grupos com os quais mantém vínculo te ajudam verdadeiramente a conquistar seus sonhos?

Há alguns anos o Ouricuri Caiçara sutilmente me fez essa simples pergunta. Desde então, não consegui ignorar os desafios que deveria assumir sendo protagonista da minha vida. As inscrições para o próximo Ouricuri Mata estão abertas e será em Janeiro! O nosso lema será: "A vida, se bem vivida, pode não ser longa, mas será grande!" (Tamuia Caambembe). Caso seja do seu interesse, saiba mais sobre esse Programa de índio para pessoas civilizadas acessando www.ouricuricaicara.com.br e assistindo o vídeo abaixo:




E, se você, assim como eu, adora esses peixinhos e gostou do artigo, comente abaixo e compartilhe em suas redes sociais! Caso queira saber um pouco mais sobre Comportamento Governado por Regras, Psicoterapia e Resiliência, mande-nos um e-mail e poderemos explicar melhor porque


Se é pop, a gente analisa!


Anne Maia




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