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O que é ser normal? Reflexões sobre o Autismo em Atypical


Obra: Atypical
Formato: Série
Ano: 2017
Produção: Jennifer Jason Leigh
Direção: Seth Gordon


Olá queridos leitores e leitoras da ACPop!

O dia 2 de Abril é considerado Dia Mundial da Conscientização do Autismo e nós, da ACPop, não poderíamos deixar de falar sobre como podemos favorecer uma melhor qualidade de vida à pessoa com Autismo. Para isso, precisamos entender um pouco mais sobre o transtorno e, em seguida, apresentaremos algumas considerações sobre Sam Gardner, protagonista da série Atypical. Se você já assistiu a série vem com a gente e comenta ao final do artigo! Se não, fica tranquilo que dessa vez não teremos spoilers! (AEEEWWWW \o/)

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – DSM V trata-se de um conjunto de desordens do desenvolvimento cerebral caracterizadas por alguns sintomas comportamentais, como a dificuldade de comunicação, interação social e estereotipias (comportamentos repetitivos). O grau de intensidade varia para cada indivíduo. A causa é multifatorial mas os estudos recentes têm mostrado que o ambiente possui um papel fundamental no desenvolvimento de habilidades de comunicação, redução de estereotipias e gerenciamento de rotina, como mostram inúmeros estudos em Análise do Comportamento Aplicada. Ou seja, é possível aprender novas habilidades, ampliar o repertório comportamental para lidar com situações inesperadas e mudanças. Isso é especialmente vantajoso para a pessoa com Autismo e também para sua família, amigos, colegas e sociedade em geral com quem entra em contato diariamente. As evidências mostram o que por muito tempo a história negou: a pessoa com Autismo aprende sim como todos nós, só precisamos de ferramentas adequadas para favorecer essa aprendizagem! 

Bom, você e eu temos algumas preferências quanto lugares, guloseimas, sabores e até estilos 
de dança ou música, não é mesmo? Pois bem, as pessoas com autismo também têm preferências que muitas vezes se distanciam das nossas, assim como as minhas e as suas. O que as tornam características é que em geral, elas são mais sensíveis a alguns estímulos específicos no ambiente e pouco sensíveis a outros. Por exemplo, o barulho do trânsito, de festas e shows por mais que cheguem a ser desgastantes, para nós são toleráveis e não somos tão sensíveis a eles; assim o é com cores fortes e toques físicos. Para pessoas com autismo, em geral, estes sons e cores intensas tendem a ser mais altos e fortes, chegando a ser irritantes, o que acaba reforçando comportamentos de evitação do contato com esses estímulos. Esses estímulos podem ser, inclusive, pessoas. 

Resultado de imagem para sam atypical happyUma vez que autistas apresentam certa dificuldade em interagir, muitos de nós acreditamos que a pessoa com autismo “é fria”, pouco empática ou até hostil, mas a verdade é que é difícil para ela compreender os sinais verbais e não verbais de quando estamos interessados ou magoados; a sua aprendizagem é mais lenta pois não aprendem facilmente por meio da imitação, a menos que os ensinemos a imitar por meio da instrução e de sistemas de recompensa. É justamente sobre esta perspectiva que a série Atypical nos conta a história de Sam Gardner (Keir Gilchrist), um jovem adolescente prestes a sair do ensino médio que está se adaptando a todas as “regras” sociais dos relacionamentos e, como todo jovem, descobrindo sua sexualidade e lidando com conflitos familiares. Um dos elementos que favorecem a narrativa é o fato de que toda a série chama a atenção para alguns comportamentos mais evidentes conflitos, causas e soluções que fazem parte da rotina de uma pessoa com Autismo a partir dos diálogos entre Sam e sua terapeuta, Julia. Somos imersos em sua história e isso rapidamente nos faz empáticos à lógica de pensamento de Sam.  

Sam nos mostra que não existem pessoas normais: existem contextos familiares, sociais, afetivos, que nos ensinam a sermos pessoas diferentes, com algum déficit ou não de habilidades para resolvermos conflitos e lidarmos com situações inesperadas. Sua família e seu amigo, por outro lado, nos ensinam o poder de uma conversa franca, da paciência e do amor. Nos ensinam o quão poderoso é comemorar cada pequena conquista na aprendizagem de uma pessoa com Autismo, seja ela criança, adolescente ou adulta. Nesse momento, cabe ressaltar a importância do acompanhamento psicológico para fortalecer e nos ensinar ainda mais a manejar o ambiente para o cuidado tanto da pessoa com TEA quanto aos seus familiares. E esse é o mais incrível sobre conhecer os princípios do comportamento humano: saber como favorecer a aprendizagem, reduzir o sofrimento, proporcionar momentos de prazer, bem-estar e maior qualidade de vida. 


A Análise do Comportamento é conhecida mundialmente por produzir tecnologia comportamental de ponta na melhoria da qualidade de vida de pessoas com TEA e cuidadores. Há um grande número de evidências científicas que demonstram ser a alternativa mais recomendada no acompanhamento psicológico, favorecendo a aquisição de habilidades, autonomia e gerenciamento da própria vida. Quer saber mais? Entra em contato conosco e enviaremos um material exclusivo para você!

Aliás, se você gostou do artigo, assistiu a série e tem algo a comentar, estamos curiosos em saber! Fique ligado nos próximos artigos porque 

Se é pop, a gente analisa!


Anne Maia





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